sábado, 31 de janeiro de 2026

Epsilon TB-30 - 37 anos a operar na Força Aérea Portuguesa

 

A 31 Janeiro de 1989 marca a chegada do primeiro Epsilon TB-30 de um total de 18 adquiridos pela Força Aérea Portuguesa. Os restantes 17 seriam montados nas OGMA tendo o primeiro sido entregue em Março desse ano e o ultimo em junho de 1990.

Nesta mesma data a Esquadra 101 Roncos muda-se da Base Aérea 2 Ota para a Base Aérea nº1 Sintra deixando nessa data de operar o DCH-1 Chipmunk.

Durante estes 36 anos tem existido diversas alterações da “casa” dos Roncos e e estas alterações têm sido entre Beja e Sintra, atualmente a Esquadra 101 está sediada na Base Aérea nº11 de Beja. Fiquem bem, Jorge Ruivo

 


















 

A 31 Janeiro de 1989 marca a chegada do primeiro Epsilon TB-30 de um total de 18 adquiridos pela Força Aérea Portuguesa. Os restantes 17 seriam montados nas OGMA tendo o primeiro sido entregue em Março desse ano e o ultimo em junho de 1990.

Nesta mesma data a Esquadra 101 Roncos muda-se da Base Aérea 2 Ota para a Base Aérea nº1 Sintra deixando nessa data de operar o DCH-1 Chipmunk.

Durante estes 36 anos tem existido diversas alterações da “casa” dos Roncos e e estas alterações têm sido entre Beja e Sintra, atualmente a Esquadra 101 está sediada na Base Aérea nº11 de Beja. Fiquem bem, Jorge Ruivo

 


















Ultima missão do Alphajet - Real Thaw 2018

 

Faz hoje 8 anos que neste dia 31 e depois de 65 anos a formar pilotos, os Caracóis encerram um capítulo da história da Força Aérea Portuguesa bem como o Alpha Jet termina o seu contributo operacional tendo voado 25 anos com as cores da Cruz de Cristo.

Um dia que ficará na memória de todos os militares que passaram e serviram nesta Esquadra. Pelas 14.50 descolaram os Alpha Jet 15211 e 15206 para a última missão integrada no exercício Real Thaw, tendo o corte do motor sido efetuado uma hora e meia depois.

Será sem dúvida nenhuma, um orgulho para todos os militares que serviram na Esquadra 103 e também para todos os que deram o seu contributo para os elevados índices de segurança atingidos.

Aos entusiastas da aviação, ficámos mais pobres, mas temos com certeza matéria suficiente para encher o nosso capítulo das memórias com fotos fantásticas dos Alpha Jet, Patrulha Cruz de Cristo e dos Asas de Portugal. Fiquem bem, Jorge Ruivo.





















































 

Faz hoje 8 anos que neste dia 31 e depois de 65 anos a formar pilotos, os Caracóis encerram um capítulo da história da Força Aérea Portuguesa bem como o Alpha Jet termina o seu contributo operacional tendo voado 25 anos com as cores da Cruz de Cristo.

Um dia que ficará na memória de todos os militares que passaram e serviram nesta Esquadra. Pelas 14.50 descolaram os Alpha Jet 15211 e 15206 para a última missão integrada no exercício Real Thaw, tendo o corte do motor sido efetuado uma hora e meia depois.

Será sem dúvida nenhuma, um orgulho para todos os militares que serviram na Esquadra 103 e também para todos os que deram o seu contributo para os elevados índices de segurança atingidos.

Aos entusiastas da aviação, ficámos mais pobres, mas temos com certeza matéria suficiente para encher o nosso capítulo das memórias com fotos fantásticas dos Alpha Jet, Patrulha Cruz de Cristo e dos Asas de Portugal. Fiquem bem, Jorge Ruivo.





















































sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Tempestade Kristin fez estragos na Base Aérea 5 de Monte Real

 

A tempestade Kristin provocou estragos significativos na Base Aérea n.º 5, em Monte Real, na madrugada de quarta-feira, quando rajadas de vento que chegaram aos 178 km/h atingiram a unidade da Força Aérea Portuguesa, estabelecendo um novo recorde de vento máximo registado na base e interrompendo mesmo o funcionamento da estrutura meteorológica local devido aos danos sofridos. A depressão atingiu com particular violência a região de Leiria e, em especial, a área de Monte Real, levando a Força Aérea a confirmar, em comunicado, a existência de “danos materiais avultados” nas infraestruturas, embora sem qualquer registo de feridos entre militares ou trabalhadores civis que se encontravam ao serviço na unidade.

O impacto do vento extremo fez ceder grandes portões e elementos estruturais de um hangar de manutenção, que acabaram por cair sobre aeronaves estacionadas no interior, danificando pelo menos dois caças F-16 da Força Aérea Portuguesa, num prejuízo estimado em vários milhões de euros, segundo fontes citadas pela comunicação social. Em resultado da força das rajadas, um dos aviões foi empurrado contra o nariz de outra aeronave, agravando os danos estruturais, enquanto outros F-16, abrigados em shelters mais protegidos, terão escapado sem consequências visíveis. Para além das aeronaves, há registo de estragos noutros edifícios da base e em várias viaturas, confirmando a violência do fenómeno meteorológico e a sua capacidade destrutiva mesmo sobre infraestruturas militares concebidas para operar em condições adversas.

Apesar da dimensão dos danos materiais e da necessidade de avaliar com detalhe o estado das aeronaves afetadas e das estruturas atingidas, a Força Aérea assegurou publicamente que a missão de defesa aérea do país se mantém operacional, sublinhando que os meios e recursos disponíveis permitem continuar a garantir a vigilância e prontidão do dispositivo nacional. Em paralelo, foram de imediato desencadeadas ações internas para restabelecer a normalidade da atividade na unidade, com prioridade à segurança do pessoal e à estabilização das áreas danificadas, abrindo caminho às inspeções técnicas e aos trabalhos de reparação que se seguirão. Neste contexto, a Base Aérea de Monte Real enfrenta agora uma fase de recuperação e reconstituição de capacidades, num processo que passará pela avaliação minuciosa das estruturas, pela reparação dos F-16 afetados e pela eventual adaptação de procedimentos e infraestruturas para mitigar o impacto de fenómenos meteorológicos extremos que se venham a repetir no futuro.

Fotos: Via CM
























 

A tempestade Kristin provocou estragos significativos na Base Aérea n.º 5, em Monte Real, na madrugada de quarta-feira, quando rajadas de vento que chegaram aos 178 km/h atingiram a unidade da Força Aérea Portuguesa, estabelecendo um novo recorde de vento máximo registado na base e interrompendo mesmo o funcionamento da estrutura meteorológica local devido aos danos sofridos. A depressão atingiu com particular violência a região de Leiria e, em especial, a área de Monte Real, levando a Força Aérea a confirmar, em comunicado, a existência de “danos materiais avultados” nas infraestruturas, embora sem qualquer registo de feridos entre militares ou trabalhadores civis que se encontravam ao serviço na unidade.

O impacto do vento extremo fez ceder grandes portões e elementos estruturais de um hangar de manutenção, que acabaram por cair sobre aeronaves estacionadas no interior, danificando pelo menos dois caças F-16 da Força Aérea Portuguesa, num prejuízo estimado em vários milhões de euros, segundo fontes citadas pela comunicação social. Em resultado da força das rajadas, um dos aviões foi empurrado contra o nariz de outra aeronave, agravando os danos estruturais, enquanto outros F-16, abrigados em shelters mais protegidos, terão escapado sem consequências visíveis. Para além das aeronaves, há registo de estragos noutros edifícios da base e em várias viaturas, confirmando a violência do fenómeno meteorológico e a sua capacidade destrutiva mesmo sobre infraestruturas militares concebidas para operar em condições adversas.

Apesar da dimensão dos danos materiais e da necessidade de avaliar com detalhe o estado das aeronaves afetadas e das estruturas atingidas, a Força Aérea assegurou publicamente que a missão de defesa aérea do país se mantém operacional, sublinhando que os meios e recursos disponíveis permitem continuar a garantir a vigilância e prontidão do dispositivo nacional. Em paralelo, foram de imediato desencadeadas ações internas para restabelecer a normalidade da atividade na unidade, com prioridade à segurança do pessoal e à estabilização das áreas danificadas, abrindo caminho às inspeções técnicas e aos trabalhos de reparação que se seguirão. Neste contexto, a Base Aérea de Monte Real enfrenta agora uma fase de recuperação e reconstituição de capacidades, num processo que passará pela avaliação minuciosa das estruturas, pela reparação dos F-16 afetados e pela eventual adaptação de procedimentos e infraestruturas para mitigar o impacto de fenómenos meteorológicos extremos que se venham a repetir no futuro.

Fotos: Via CM
























Peace Atlantis I - Faz hoje 32 anos que a FAP aceitou o primeiro F-16A

 

Em 30 de Janeiro de 1994 a Força Aérea aceitou o seu primeiro F-16A 15101 (na altura 5101). A Força Aérea Portuguesa entrou na era F-16 quando o programa Peace Atlantis I foi iniciado com a assinatura de uma Carta de Aceitação em agosto de 1990. 

O acordo foi em parte um pagamento pelo uso (pelos EUA) da Lajes AB nos Açores. Incluiu não só as 20 aeronaves F-16 do bloco 15OCU (17 A's e 3 B's) com motores PW, mas também o apoio logístico inicial: peças de reposição, equipamentos de apoio, livros, instrução de pilotos e pessoal de manutenção, participação no Grupo de Coordenação Técnica do F-16, Programa de Integridade Estrutural de Aeronaves F-16, na Gestão Internacional de Motores - Motores F100, Programa de Melhoria de Sistemas de Guerra Eletrônica EWSIP (Electronic Warfare Systems Improvement Program), entre outros. 

As aeronaves foram construídas de acordo com o padrão Block 15OCU, o que as torna quase idênticas ao F-16 ADF (Air Defense Fighter).. A configuração da aeronave é quase padrão, mas recebeu algumas melhorias, principalmente o Ring Laser Gyro, o Wide-Angle HUD, motor Pratt & Whitney F100-PW-220E com DEEC e provisões para o uso do AIM-120 AMRAAM.



























 

Em 30 de Janeiro de 1994 a Força Aérea aceitou o seu primeiro F-16A 15101 (na altura 5101). A Força Aérea Portuguesa entrou na era F-16 quando o programa Peace Atlantis I foi iniciado com a assinatura de uma Carta de Aceitação em agosto de 1990. 

O acordo foi em parte um pagamento pelo uso (pelos EUA) da Lajes AB nos Açores. Incluiu não só as 20 aeronaves F-16 do bloco 15OCU (17 A's e 3 B's) com motores PW, mas também o apoio logístico inicial: peças de reposição, equipamentos de apoio, livros, instrução de pilotos e pessoal de manutenção, participação no Grupo de Coordenação Técnica do F-16, Programa de Integridade Estrutural de Aeronaves F-16, na Gestão Internacional de Motores - Motores F100, Programa de Melhoria de Sistemas de Guerra Eletrônica EWSIP (Electronic Warfare Systems Improvement Program), entre outros. 

As aeronaves foram construídas de acordo com o padrão Block 15OCU, o que as torna quase idênticas ao F-16 ADF (Air Defense Fighter).. A configuração da aeronave é quase padrão, mas recebeu algumas melhorias, principalmente o Ring Laser Gyro, o Wide-Angle HUD, motor Pratt & Whitney F100-PW-220E com DEEC e provisões para o uso do AIM-120 AMRAAM.



























segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Força Aérea volta a marcar presença no TLP: Esquadras 201 e 301 no FC 2026-01

 

Mais uma presença portuguesa através das Esquadras 201 “Falcões” e 301 “Jaguares” marca a participação da Força Aérea Portuguesa no primeiro flying course do ano do Tactical Leadership Programme (TLP) — o FC 2026-01 — que teve início na Base Aérea de Los Llanos, em Albacete, Espanha, e se prolonga até 6 de fevereiro de 2026.

O Flying Course FC 2026-01 do TLP insere-se na componente prática e intensiva da formação, após a fase académica teórica que precede os voos. Os estudos e briefings iniciais estruturam missões complexas de Composite Air Operations (COMAO), integrando múltiplos vetores aéreos e funções de apoio de comando e controlo, e preparando as equipas para execução no ar.

No âmbito das operações de voo, as forças participantes são organizadas em equipas de “Blue Side” — que representam as forças amigas a cumprir os objetivos de missão — e em elementos de “Red Air”, que desempenham o papel de forças inimigas ou adversárias simuladas, criando um ambiente tático realista para treino de combate e tomada de decisão sob pressão.

TLP 2024-4

Embora o curso tenha iniciado formalmente em 15 de janeiro com sessões académicas, a participação prática da Força Aérea Portuguesa na fase de voos começou apenas a 26 de janeiro de 2026, data em que os F-16M das esquadras 201 e 301 começaram as saídas programadas no espaço aéreo de treino em torno de Albacete. Esta abordagem escalonada permite que os participantes integrem o planeamento de missões e briefings teóricos antes de transpor o plano para a prática nos céus, com múltiplas saídas diárias para treino de coordenação, combate e táticas avançadas.

TLP 2025-4

A presença portuguesa no TLP reforça o compromisso de Portugal com a interoperabilidade e excelência operacional ao lado das forças aéreas aliadas, permitindo aos pilotos e equipas de apoio consolidarem competências cruciais na liderança de operações aéreas conjuntas, planeamento de emergências, e execução de missões complexas de combate.

Este curso representa, assim, uma oportunidade valiosa para a Força Aérea Portuguesa aprofundar a experiência em cenários multinacionais de elevada exigência, integrando-se em forças Blue e enfrentando adversários simulados (Red Air) no desenvolvimento de capacidades táticas e de liderança, essenciais para as operações aéreas contemporâneas.










































 

Mais uma presença portuguesa através das Esquadras 201 “Falcões” e 301 “Jaguares” marca a participação da Força Aérea Portuguesa no primeiro flying course do ano do Tactical Leadership Programme (TLP) — o FC 2026-01 — que teve início na Base Aérea de Los Llanos, em Albacete, Espanha, e se prolonga até 6 de fevereiro de 2026.

O Flying Course FC 2026-01 do TLP insere-se na componente prática e intensiva da formação, após a fase académica teórica que precede os voos. Os estudos e briefings iniciais estruturam missões complexas de Composite Air Operations (COMAO), integrando múltiplos vetores aéreos e funções de apoio de comando e controlo, e preparando as equipas para execução no ar.

No âmbito das operações de voo, as forças participantes são organizadas em equipas de “Blue Side” — que representam as forças amigas a cumprir os objetivos de missão — e em elementos de “Red Air”, que desempenham o papel de forças inimigas ou adversárias simuladas, criando um ambiente tático realista para treino de combate e tomada de decisão sob pressão.

TLP 2024-4

Embora o curso tenha iniciado formalmente em 15 de janeiro com sessões académicas, a participação prática da Força Aérea Portuguesa na fase de voos começou apenas a 26 de janeiro de 2026, data em que os F-16M das esquadras 201 e 301 começaram as saídas programadas no espaço aéreo de treino em torno de Albacete. Esta abordagem escalonada permite que os participantes integrem o planeamento de missões e briefings teóricos antes de transpor o plano para a prática nos céus, com múltiplas saídas diárias para treino de coordenação, combate e táticas avançadas.

TLP 2025-4

A presença portuguesa no TLP reforça o compromisso de Portugal com a interoperabilidade e excelência operacional ao lado das forças aéreas aliadas, permitindo aos pilotos e equipas de apoio consolidarem competências cruciais na liderança de operações aéreas conjuntas, planeamento de emergências, e execução de missões complexas de combate.

Este curso representa, assim, uma oportunidade valiosa para a Força Aérea Portuguesa aprofundar a experiência em cenários multinacionais de elevada exigência, integrando-se em forças Blue e enfrentando adversários simulados (Red Air) no desenvolvimento de capacidades táticas e de liderança, essenciais para as operações aéreas contemporâneas.










































domingo, 25 de janeiro de 2026

O Quarto KC‑390 da FAP Completa Travessia Intercontinental Sem Escalas

 

O KC-390 26904 da Força Aérea Portuguesa (FAP), com o indicativo operacional AFP89, correspondente à quarta aeronave deste tipo entregue a Portugal, completou com sucesso a sua missão de transferência intercontinental para território nacional, confirmando na prática as capacidades estratégicas do vetor e a maturidade do programa KC-390 no seio da FAP.

Após a cerimónia formal de entrega por parte da Embraer, realizada no Brasil, a aeronave iniciou o processo de deslocação para a Europa, incluindo uma escala técnica no Aeroporto Internacional do Recife (SBRF) destinada a reabastecimento e preparação da travessia oceânica. Este ponto marcou o início do segmento mais exigente da missão, tanto do ponto de vista operacional como de planeamento, tratando-se de um voo de longo curso efetuado por uma aeronave recém-integrada na frota.

De acordo com os dados públicos disponíveis em sistemas de radar civil, nomeadamente o FlightAware, o voo AFP89 descolou do Recife às 02h18 UTC (23:18 Locais), iniciando de imediato a travessia do Atlântico com destino direto a Portugal continental. Durante este segmento, o KC-390 manteve um perfil de cruzeiro típico de missão intercontinental, estimado entre FL300 e FL370, com velocidades compatíveis com a otimização de autonomia e eficiência, características intrínsecas à conceção da aeronave. Embora as plataformas públicas não disponibilizem integralmente dados de posição para voos militares, a rota seguida é consistente com um traçado direto pelo Atlântico Médio, com aproximação ao espaço aéreo europeu via a região das Ilhas Canárias, antes da fase final de penetração no espaço aéreo nacional.

O aspeto mais relevante desta missão reside na sua duração total de voo: 7 horas e 37 minutos, um valor particularmente expressivo para uma travessia intercontinental realizada sem escalas intermédias adicionais após a saída do continente americano. Este desempenho evidencia de forma inequívoca a capacidade de longo alcance do KC-390, bem como a fiabilidade dos seus sistemas, a eficiência da plataforma e a robustez do planeamento operacional. Trata-se de um marco importante para a Força Aérea Portuguesa, demonstrando a aptidão do KC-390 para missões de projeção estratégica e transporte de longo curso em contexto real.

A missão foi concluída com a aterragem na Base Aérea n.º 11, em Beja, às 09h55 (hora local), selando a integração do 26904 na frota nacional. Para além do significado simbólico da chegada do quarto KC-390, este voo constituiu uma demonstração prática das capacidades operacionais da aeronave, reforçando o papel da FAP enquanto operador de referência do KC-390 na Europa e no contexto da NATO, particularmente nas vertentes de transporte estratégico, apoio logístico e prontidão expedicionária.

Fotos: FAP





















 

O KC-390 26904 da Força Aérea Portuguesa (FAP), com o indicativo operacional AFP89, correspondente à quarta aeronave deste tipo entregue a Portugal, completou com sucesso a sua missão de transferência intercontinental para território nacional, confirmando na prática as capacidades estratégicas do vetor e a maturidade do programa KC-390 no seio da FAP.

Após a cerimónia formal de entrega por parte da Embraer, realizada no Brasil, a aeronave iniciou o processo de deslocação para a Europa, incluindo uma escala técnica no Aeroporto Internacional do Recife (SBRF) destinada a reabastecimento e preparação da travessia oceânica. Este ponto marcou o início do segmento mais exigente da missão, tanto do ponto de vista operacional como de planeamento, tratando-se de um voo de longo curso efetuado por uma aeronave recém-integrada na frota.

De acordo com os dados públicos disponíveis em sistemas de radar civil, nomeadamente o FlightAware, o voo AFP89 descolou do Recife às 02h18 UTC (23:18 Locais), iniciando de imediato a travessia do Atlântico com destino direto a Portugal continental. Durante este segmento, o KC-390 manteve um perfil de cruzeiro típico de missão intercontinental, estimado entre FL300 e FL370, com velocidades compatíveis com a otimização de autonomia e eficiência, características intrínsecas à conceção da aeronave. Embora as plataformas públicas não disponibilizem integralmente dados de posição para voos militares, a rota seguida é consistente com um traçado direto pelo Atlântico Médio, com aproximação ao espaço aéreo europeu via a região das Ilhas Canárias, antes da fase final de penetração no espaço aéreo nacional.

O aspeto mais relevante desta missão reside na sua duração total de voo: 7 horas e 37 minutos, um valor particularmente expressivo para uma travessia intercontinental realizada sem escalas intermédias adicionais após a saída do continente americano. Este desempenho evidencia de forma inequívoca a capacidade de longo alcance do KC-390, bem como a fiabilidade dos seus sistemas, a eficiência da plataforma e a robustez do planeamento operacional. Trata-se de um marco importante para a Força Aérea Portuguesa, demonstrando a aptidão do KC-390 para missões de projeção estratégica e transporte de longo curso em contexto real.

A missão foi concluída com a aterragem na Base Aérea n.º 11, em Beja, às 09h55 (hora local), selando a integração do 26904 na frota nacional. Para além do significado simbólico da chegada do quarto KC-390, este voo constituiu uma demonstração prática das capacidades operacionais da aeronave, reforçando o papel da FAP enquanto operador de referência do KC-390 na Europa e no contexto da NATO, particularmente nas vertentes de transporte estratégico, apoio logístico e prontidão expedicionária.

Fotos: FAP





















sábado, 24 de janeiro de 2026

71 Anos de Elefantes: Uma História que Continua a Voar

 

A Esquadra 502 – “Elefantes” assinala hoje 71 anos de vida, celebrando uma história iniciada a 24 de janeiro de 1955, quando então surgiu como Esquadra 32, vocacionada para o apoio às Tropas Paraquedistas com os robustos Junkers Ju 52/3m na Base Aérea N.º 3, em Tancos.

Ao longo das décadas, a unidade acompanhou a evolução da Força Aérea e do próprio país, passando por diversas redesignações e plataformas – de Esquadra 32 a Esquadra 502 – mas mantendo sempre a mesma essência: garantir, com discrição e eficácia, o transporte aéreo que sustenta operações militares, apoia as populações e aproxima territórios. A chegada dos Nordatlas e, mais tarde, dos CASA C-212 Aviocar marcou fases importantes da sua maturidade operacional, tanto em território continental como nos arquipélagos, afirmando os “Elefantes” como referência no transporte tático, no lançamento de paraquedistas e no apoio logístico em cenários exigentes. 

Equipada com o C-295M, a Esquadra 502 continua a escrever diariamente a sua história, somando missões que vão do transporte de tropas e carga à evacuação médica, ao apoio às autoridades civis e às operações de busca e salvamento, muitas vezes em condições meteorológicas adversas e sobre um mar particularmente desafiante. Nos Açores e na Madeira, os “Elefantes” têm sido presença constante, garantindo ligações vitais e transporte urgente de bens de primeira necessidade quando o isolamento e o mau tempo ameaçam as comunidades, como sucedeu em missões recentes entre Ponta Delgada e as Flores. Cada descolagem traduz o compromisso de mais de uma centena de militares que, ao longo dos anos, vestiram o emblema do elefante e levaram consigo um espírito de serviço que não se mede apenas em horas de voo, mas em vidas tocadas e em confiança pública conquistada. 

Ao celebrar 71 anos, a Esquadra 502 olha para o passado com orgulho e para o futuro com a serenidade de quem sabe que a sua missão está longe de estar concluída. Os aviões mudaram, as bases foram-se ajustando, os teatros de operação diversificaram-se, mas permanece uma cultura de rigor, competência e espírito de corpo que faz dos “Elefantes” uma unidade incontornável na Força Aérea Portuguesa. Neste aniversário, cada fotografia de um C-295M em aproximação, cada lembrança de um Ju 52 sobre Tancos ou de um Aviocar recortado no céu dos arquipélagos é também uma homenagem silenciosa a todos os que serviram e servem a esquadra. Setenta e um anos depois, os “Elefantes” continuam a cumprir o lema inscrito na sua história: voar onde for preciso, quando for preciso, para que Portugal nunca fique sem o apoio aéreo de que necessita.































































 

A Esquadra 502 – “Elefantes” assinala hoje 71 anos de vida, celebrando uma história iniciada a 24 de janeiro de 1955, quando então surgiu como Esquadra 32, vocacionada para o apoio às Tropas Paraquedistas com os robustos Junkers Ju 52/3m na Base Aérea N.º 3, em Tancos.

Ao longo das décadas, a unidade acompanhou a evolução da Força Aérea e do próprio país, passando por diversas redesignações e plataformas – de Esquadra 32 a Esquadra 502 – mas mantendo sempre a mesma essência: garantir, com discrição e eficácia, o transporte aéreo que sustenta operações militares, apoia as populações e aproxima territórios. A chegada dos Nordatlas e, mais tarde, dos CASA C-212 Aviocar marcou fases importantes da sua maturidade operacional, tanto em território continental como nos arquipélagos, afirmando os “Elefantes” como referência no transporte tático, no lançamento de paraquedistas e no apoio logístico em cenários exigentes. 

Equipada com o C-295M, a Esquadra 502 continua a escrever diariamente a sua história, somando missões que vão do transporte de tropas e carga à evacuação médica, ao apoio às autoridades civis e às operações de busca e salvamento, muitas vezes em condições meteorológicas adversas e sobre um mar particularmente desafiante. Nos Açores e na Madeira, os “Elefantes” têm sido presença constante, garantindo ligações vitais e transporte urgente de bens de primeira necessidade quando o isolamento e o mau tempo ameaçam as comunidades, como sucedeu em missões recentes entre Ponta Delgada e as Flores. Cada descolagem traduz o compromisso de mais de uma centena de militares que, ao longo dos anos, vestiram o emblema do elefante e levaram consigo um espírito de serviço que não se mede apenas em horas de voo, mas em vidas tocadas e em confiança pública conquistada. 

Ao celebrar 71 anos, a Esquadra 502 olha para o passado com orgulho e para o futuro com a serenidade de quem sabe que a sua missão está longe de estar concluída. Os aviões mudaram, as bases foram-se ajustando, os teatros de operação diversificaram-se, mas permanece uma cultura de rigor, competência e espírito de corpo que faz dos “Elefantes” uma unidade incontornável na Força Aérea Portuguesa. Neste aniversário, cada fotografia de um C-295M em aproximação, cada lembrança de um Ju 52 sobre Tancos ou de um Aviocar recortado no céu dos arquipélagos é também uma homenagem silenciosa a todos os que serviram e servem a esquadra. Setenta e um anos depois, os “Elefantes” continuam a cumprir o lema inscrito na sua história: voar onde for preciso, quando for preciso, para que Portugal nunca fique sem o apoio aéreo de que necessita.